Um Paysandu ” peito frio” perdeu a Copa Verde para o Luverdense.

Por Harold Lisboa
Mais de 30 mil bicolores invadiram o Mangueirão para a grande final da Copa Verde e o termômetro para perceber que os apoiadores acreditavam no bi-campeonato eram os seguidos tremores no gigante do bairro do Benguí.

O centenário time popular contra o caçulinha de 13 anos. Um papão do Norte e com cofre robusto versus a força da soja do Mato Grosso. Um copo e mais as oitavas da Copa Brasil de 2018 eram o tesouro prometido e uma certeza absoluta , de que nada seria fácil para os locais.

A torcida do papão da Curuzu se embalou nos cânticos e era 100% -eu acredito – ignorando os números.

Na primeira mão lá no Mato Grosso , o Paysandu levou um 3-1 e agora precisava vencer pelo menos por 2-0 , evitando penais e assim  fechar ruas.

Para chegar a final o Luverdense em oito jogos, venceu quatro e empatou dois. Já o paysandu venceu quatro, empatou uma e perdeu outra.

Leandro Carvalho não deixou os chutadores visitantes aprumarem os calções e foi logo marcando pro papão . Era o cenário perfeito para uma noite de sonhos bem ensaiada com mosaico 3D e tudo…

A partir daí o verdão do Norte se encorpou com o barulho dos bicolores e só não chegou ao gol pelas tapadas do excelente guarda-redes Emerson. Os bicolores se contentaram em jogar no contra-ataque no primeiro tempo e desceram para os balneários certos que no segundo, tudo seria diferente.

No segundo half uma substituição na balisa bicolor foi determinante para definir o resultado final. Emerson saiu lesionado e não subiu pro relvado, Marcão entrou no seu lugar.

Nem dez minutos de jogo e a trave direita de Marcão foi fortemente atingida na cobrança de falta do Marco Aurélio . Rodrigo Andrade foi irresponsável ao tentar fazer gracinhas desnecessária à frente de sua própria defesa.

O jogo foi pra base da vontade e nada mais… mas aos 31 minutos, Marcão em lance negligente derrubou Rodrigo Fumaça e o assoprador apontou pênalti para o Luverdense. Rafael Silva bateu com firmeza e deixou 1-1 no placar e um pânico total no ambiente.

As pernas dos bicolores bambearam e sem nenhum oxigênio para levantar as bancadas  , a onzena local se afogou.

Quando o Verdão do Norte levantou o seu Copo mais importante em sua  curta existência, O Mangueirão, um colosso no bairro do Benguí tinha sido abandonado pelos adeptos bicolores.

Uma onzena sem alma foi culpada por  milhares descerem as rampas do Mangueirão cabisbaixos.

Só não viu, que não quiz. Mas as arquibancadas do gigante de cimento e ferro , sem mesmo ter caído um pingo de Toró dos  céus, estavam molhadas…

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