Acostumados a vencer 

Por Mauro César Pereira /  

http://espn.uol.com.br

Campeonato Brasileiro em 2011 e 2015. Libertadores 2012 e Recopa Sul-americana 2013. Copa do Brasil 2009, quando também levantou o título paulista, que voltou a faturar em 2013 e agora, em 2017. Na última década, de torneio Mundial da Fifa (2012) até Série B o Corinthians ganhou, em 2008, ano em que foi vice da Copa do Brasil, mesmo na segunda divisão.

São dez títulos em menos de dez temporadas. Sim, o clube se acostumou a decidir competições. E vencê-las. Algo que não foi interrompido nem pelos erros administrativos que fizeram a dívida crescer perto de 140% — de R$ 178,5 milhões em 2011 para a casa dos R$ 400 milhões —, fora a conta do estádio. Não fossem tais equívocos, os corintianos teriam perspectivas ainda melhores para o decorrer do ano.

Fato é que a debilidade financeira não abala o caráter do time, sua identidade e a maneira como a “Fiel” encara os jogos. Nenhum clube brasileiro tem uma torcida que compreenda tão bem o estilo, a estratégia, a forma de atuar dos seus representantes nas quatro linhas. No Corinthians, se defender bem é caminho para a vitória. E novamente deu certo.

Foram nove jogos sem levar gol em 18 partidas, nas quais o time fez apenas 22 tentos. Só em seus 12 compromissos da fase de classificação, São Paulo (25), Palmeiras (23) e Santos (23) foram às redes mais vezes. A defesa do Corinthians fez a diferença, como nos mais recentes títulos da Série A. Em ambos ela foi a melhor do campeonato — 36 sofridos em 2011 e 31 em 2015.

Das dez vitórias na campanha do 28º título paulista, seis foram por 1 a 0. A mais emblemática sobre o Palmeiras, jogando todo o segundo tempo com 10 homens. Gol de Jô em um dos dois arremates que o time pôde fazer nos últimos 45 minutos. Naquela noite, a arquibancada de Itaquera torceu e entendeu. O corintiano sabe que lá, um gol tem tudo para ser o bastante. Estão todos acostumados. A isso, e também por isso, aos títulos.


Há pouco mais de dois anos, quando Tite retornou ao Corinthians, havia um desafio: ir além da defesa eficaz de 2013 — levou 22 gols em 38 partidas. A combinação com um ataque inoperante — 27 tentos, o segundo pior daquela Série A — resultou em 17 empates, 10 sem gols e sete por 1 a 1. Era o “Empatite”, que levou ao “até logo” do técnico.

Na primeira parte da temporada retrasada, time firme na defesa, que na segunda metade se transformaria em equipe goleadora e campeã. Mas o material humano que esteve à disposição do atual técnico da CBF era evidentemente superior aos jogadores com os quais Fábio Carille conta.

Estabelecer metas tão ousadas ao jovem treinador seria inadequado, mas isso não significa que os corintianos devam se contentar com o atual desempenho ofensivo. Por mais que o torcedor saboreie os triunfos pelo placar mínimo, contra os rivais que terá pela frente no Campeonato Brasileiro, será necessário mais.

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