Governo ignora trabalhadores e segue firme com mudanças que beneficiam empresários

George Marques / the intercept

Avaliada pelo Palácio do Planalto como um teste vital para a continuidade de outras reformas, a aprovação da reforma trabalhista nesta quarta fez crescer no governo a sensação de que a batalha pela aprovação da Reforma da Previdência será ainda mais árdua. A começar pelo alto número de traições: foram mais de 80. E o governo tem no horizonte motivos de grandes preocupações – entre elas, a proximidade da greve geral, marcada para esta sexta (28).

A sessão desta quarta, que durou mais de 10 horas, foi marcada por protestos da oposição e mais manobras da base aliada do governo. Temendo deixar a digital no resultado final, deputados governistas articulavam que a votação fosse simbólica, ao invés de nominal. Em votações simbólicas, os deputados dizem se aprovam ou não o texto, mas sem possibilidade de saber como cada deputado votou. Após a oposição ameaçar que não haveria acordo e que dificultaria mais ainda as próximas sessões, o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), anunciou o recuo e afirmou que o governo apoiaria a votação nominal da proposta.

Quem acompanhou as discussões antes da votação percebeu que os lados estavam bem divididos em relação à proposta. Para o governo, o texto era o melhor dos mundos e a saída para tirar o Brasil da crise econômica. Na trincheira da oposição, o sentimento era de que não havia possibilidade de discutir mudanças nas leis trabalhistas.

Reforma Trabalhista beneficia a quem?

A perversidade da Reforma Trabalhista está ligada umbilicalmente aos pensadores do texto. Ontem, The Intercept Brasil revelou que, após exame das 850 emendas apresentadas por 82 deputados durante a discussão do projeto na comissão especial, 292 (34,3%) foram integralmente redigidas em computadores de representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Por mais que o governo rebata as críticas à reforma, The Intercept Brasil esclareceu sobre os pontos críticos da reforma, que atingirá o coração dos direitos trabalhistas brasileiros.

Apesar da aprovação, um clima de apreensão rastejava pelos corredores do Palácio do Planalto. A votação da trabalhista era considerada importantíssima para o governo, como forma de testar a fidelidade da base aliada, e um teste para a votação mais espinhosa, da Reforma da Previdência, que precisa de no mínimo 308 votos para ser aprovada. Como demonstração de força, nos bastidores, o governo trabalhava para que a trabalhista tivesse mais de 320, o que acabou não ocorrendo.

Siga lendo no link abaixo

https://theintercept.com/2017/04/27/governo-ignora-trabalhadores-e-segue-firme-com-mudancas-que-beneficiam-empresarios/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s