Jogadoras da seleção dos EUA vencem batalha rumo à igualdade salarial

Da Esquerdanet / http://www.esquerda.net/

O acordo coletivo foi assinado esta terça-feira em Dallas e prevê um aumento substancial no salário base das jogadoras que representam os Estados Unidos da América nas competições de futebol feminino. Algumas jogadoras verão o valor dos seus salários duplicar, atingindo até 300 mil dólares anuais, revela o New York Times.

Outras cláusulas do acordo agora assinado prevêem melhores condições de trabalho e o controlo por parte do sindicato de uma parte dos direitos de imagem que estava nas mãos da Federação norte-americana de futebol.

O acordo é válido até 2021, abrangendo assim o próximo Mundial de futebol feminino e os Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas ele não contempla a reivindicação de fundo das futebolistas para alcançarem um salário igual ao dos colegas da seleção masculina, que ganham mais do dobro apesar de apresentarem resultados sofríveis quando comparados ao palmarés das tricampeãs mundiais (em sete Campeonatos Mundiais organizados até agora) e tetracampeãs olímpicas (nas seis edições com futebol feminino).

“Eles ganham mais só por aparecer em campo do que nós ganhamos para vencer as principais competições”
A desigualdade salarial e o aumento das receitas em torno do futebol feminino levou cinco jogadoras da seleção a apresentar uma queixa em tribunal no ano pasado, que continuará a correr na justiça norte-americana. “Os números falam por si”, disse então a guarda-redes Hope Solo, lamentando que os jogadores “ganhem mais só por aparecer em campo do que nós ganhamos para vencer as principais competições”.

Nas contas reveladas pelo New York Times, para além do salário da seleção feminina ser até agora apenas 40% do da seleção masculina, o anterior acordo coletivo permitia aos jogadores seleção masculina de futebol ganhar um bónus de 5 mil dólares em caso de derrota num jogo amigável e até 17.6 mil dólares em caso de vitória contra uma equipa de top. Já as jogadoras da seleção feminina podiam ganhar até 1350 dólares em caso de vitória e não tinham direito a bónus caso perdessem ou empatassem o jogo.

Do lado da Federação, os responsáveis argumentaram que os pagamentos tinham sido negociados em acordo coletivo e que foram as jogadoras a defender um sistema baseado em remunerações fixas, enquanto o acordo com a seleção masculina é centrado em bónus de desempenho. E que as jogadoras têm direito a subsídios de doença, licenças de maternidade e outros benefícios de saúde que os colegas da seleção masculina não têm.

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