Pão molhado no café 

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Quando miúdo a gente atravessava a rua sem olhar para os lados, metia sebo nas pernas e ia embora ,podia fazer porfia raivosa  contra os carros. Nunca ter medo de morrer é um requesito nessas lesas aventuras.

Mas a medida que eu ia crescendo , percebia que a maioria das pessoas não pensavam como eu e que para alguns, eu parecia uma área insalubre e cheia de periculosidade . Isso afastava muitos e fazia eu me aproximar cada vez mais de leituras- proibidas- .

Nunca me atrevia a discutir com certos caras que tinham certezas sobre tudo. Escutava e saia na boa com as mãos no bolso e um sonho cravado nos miolos. 

Mas a medida que o calendário is sendo rasgado, eu ia entendendo  que não estava fazendo a minha parte na boa briga , a  de construir um mundo melhor. Era preciso chutar as bundas dos fantasmas e encarar na vera toda e qualquer forma de grito autoritário .

Por incrível que possa parecer a vigilância para o pensamento -avermelhado – tem quase sempre seu início em pessoas próximas – gente que está na tua ilharga- como diria meu tio-pai Antonio. 

Essas pessoal  que somente lê as letras grandes e sai por aí defendendo um estado mínimo são o grande perigo. 

Resumindo esse pão molhado no café de hoje . Bolsonaro, Moro e Dória não são nada quando sentados em seus sofás …

Agora , aquela claque  tirando selfie , gritando e pulando nos seus entornos , esses sim, são o grande perigo.

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