Bruno Rangel

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O currículo de Bruno Rangel, 34 anos, é a história da trajetória da maior parte dos jogadores de futebol: apartado dos holofotes, longe das especulações dos tabloides. Em 2013, contudo, quando a Chapecoense ainda comemorava o acesso à série B do Campeonato Brasileiro, foi contratado pelo time de Santa Catarina para virar ídolo. Hoje está entre os desaparecidos do voo que caiu na Colômbia, segundo informações disponíveis até o momento.

Em 2002, o atacante começou sua vida profissional no time de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, cidade em que nasceu. Teve passagens por uma dezena de clubes de menor expressão, como Americano, Baraúna e Águia de Marabá. Depois dos anos competindo em gramados de todo o Brasil, entre 2014 e 2016, quando voltou de uma passagem pelo futebol árabe, virou o maior artilheiro da história da Chapecoense, ao balançar as redes 77 vezes.

Em entrevista ao Terra, em julho, Bruno Rangel comentou o momento do time. “Não passava na minha cabeça, nem na do torcedor mais otimista, que aconteceria aquilo tudo, o time subir para a elite no primeiro ano de Série B, conseguir se manter na Série A. A Chape vem surpreendendo não só a mim, mas a todos no Brasil”, disse o artilheiro. O time ainda surpreenderia mais, chegando à final da Copa Sul-Americana.

2016 foi um ano de números expressivos tanto para a Chapecoense quanto para Rangel. Em maio, foi campeão do Campeonato Catarinense e artilheiro da competição com dez gols marcados. Ao longo do ano, foi figura fundamental para que o clube chegasse à última rodada do Campeonato Brasileiro na nona posição, com chances de avançar para a oitava. Pela competição nacional mais importante do país, também anotou dez gols e ficou entre os principais artilheiros.

O ano cheio de vitórias e recordes fez com que a contratação do artilheiro para clubes grandes fosse considerada pela imprensa. O Flamengo era um dos interessados, segundo a FOX Sports. Hoje, desde cedo, um grupo de amigos e admiradores se reúne na porta casa de Rangel, em Campos dos Goytacazes. Caçula de uma família de 11 filhos, o artilheiro planejava comemorar a passagem de ano com os parentes em Campos, como costumava fazer todo final de ano.

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