Moradores da Cidade de Deus se revoltam contra o – pé na porta- da polícia 


As pessoas na Cidade de Deus carregam consigo a maldita marca que o filme lhe impôs . A queda de um helicóptero da polícia na comunidade trouxe o desconforto geral na última semana.

Com uma carta branca debaixo dos sovacos – mandados de busca e apreensão coletivo- a polícia tem causado revolta na população . Os relatos de invasões ao domicílio se multiplicam.

A polícia afirma que primeiro bate nas portas.Mas muitos residentes tem sido acordado com  a presença incomoda dos agentes do estado já dentro de suas casas.

Relatos de maus tratos , de portas arrombadas e  até mesmo de invasão a geladeira ,são replicados pelos moradores. 

Nem mesmo o Danoninho das crianças ficam livre do  Sr. “mandado”

Na escuridão que vive o país , ninguém se preocupa em discutir a forma como vem sendo usado o tal mandado ” pé na porta” contra a população trabalhadora na Cidade de Deus.

Ao certo é que nessa caça ao local, fica comprovado que a polícia tem muitas dificuldades em suas investigações .

O povo que carrega nas costas o real funcionamento da cidade, paga muito caro. 

Não é fácil para os moradores da Cidade de Deus ,viver espremido entre a polícia e os traficantes.

Abaixo alguns relatos dos moradores e links para entender melhor disto.


Com as costas apoiadas numa banca de jornal e uma camiseta com a foto da sua filha, Claudio*, pedreiro e morador de Cidade de Deus, contava na última segunda-feira aos conhecidos que passavam pela frente o que aconteceu com ele no sábado retrasado, durante a operação policial que se desenvolveu na comunidade. “Estava em casa com a minha filha e a Polícia Militar entrou, revirou tudo, me algemou e me botou no chão. Depois me liberaram e foram embora sem nenhuma explicação. Eu trabalho na construção, não estou envolvido com nada de errado”, reclamava enquanto aguardava a van que o levaria até a obra onde trabalha, num bairro nobre a 30 quilômetros dali.

“No sábado arrebentaram minha porta, a da minha filha e a da minha vizinha. Eram policiais com essa roupa camuflada de floresta [o Bope]. Eu não tenho ligação nenhuma com o tráfico, nem tenho parente preso, mas mesmo que tivesse, eles não tem direito de fazer isso. Eu estava trabalhando e meus netos estavam sozinhos em casa”, denunciava Eliane Maria, de 52 anos. “Moro aqui desde os seis anos e nunca vi uma arbitrariedade dessas, nem na época dos grandes traficantes”, lamentava durante um protesto contra os abusos policiais organizado na comunidade nesta quinta-feira.

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/26/politica/1480115006_705618.html
http://m.extra.globo.com/casos-de-policia/trafico-monta-barreiras-na-cidade-de-deus-para-dificultar-acesso-comunidade-20551665.html
http://m.agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-11/delegado-defende-de-mandado-de-busca-coletivo-usado-na-cidade-de-deus

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