PM arma cenário de guerra em ato contra o “governo” Temer 

Do maruim.org

Vídeo: Rodrigo Chagas e Vitor Shimomura
A segunda noite de manifestações em Florianópolis após o impedimento de Dilma Rousseff (PT) e a nomeação definitiva de Michel Temer (PMDB) para presidência da república, sexta-feira (2/9), foi marcada pela repressão policial. Aproximadamente 10 mil pessoas reuniram-se no centro da cidade para protestar contra o governo que consideram ilegítimo e contra a retirada de direitos sociais. O ato começou no Largo da Alfândega por volta das 18h30 e seguiu pelas ruas centrais até a esquina da avenida Mauro Ramos com a rua Crispim Mira. Ali a Polícia Militar de Santa Catarina utilizou gás de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e a cavalaria para impedir que manifestantes seguissem rumo à Beira Mar Norte — o trajeto acordado previamente. A manifestação foi dispersada e a perseguição continuou na região central até cerca de 22h30, quando o último grupo ainda unido chegou de volta ao Ticen.

Desde o começo do dia, áudios supostamente vindos da PM circularam massivamente pelo WhatsApp recomendando que as pessoas antecipassem a volta para casa por conta da manifestação marcada. A população obedeceu, muitos/as trabalhadores/as foram liberados mais cedo do serviço. Por volta das 17h, uma hora antes do horário do ato, a cidade já estava parada. As filas da ponte chegavam até o Saco dos Limões, atravessando o túnel. 
Contribuíam para o clima tenso na cidade o policiamento ostensivo que circulou nos arredores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) durante a tarde, e rumores que circulavam nas redes sociais de que a PM estava orientada a reprimir.
Um vídeo divulgado pela PM após a manifestação de quarta-feira (1º/9), dirigido à população, reconhecia o direito constitucional à livre manifestação, mas evidenciava somente momentos de vandalismo ocorridos durante o ato, prometendo uma resposta. Na sexta-feira (3/9), ônibus da cavalaria e da tropa de choque já estavam estacionados na Rodoviária Rita Maria, ao lado da ponte Colombo Salles. Os ônibus do transporte coletivo que trouxeram estudantes da UFSC para o centro saíram da universidade escoltados por muitas viaturas. Em um vídeo que circula na internet, pode-se contar nove carros da PM seguindo um UFSC Semidireto.
Ainda assim, o ato convocado pelas redes sociais reuniu mais do que dobro de manifestantes da quarta-feira. 
Atenderam o chamado, além da maioria estudantil, famílias inteiras para protestar contra o governo de Michel Temer. Não só em Florianópolis, mas também nas principais capitais do Brasil. A rede de movimentos sociais e políticos que convocou o ato já comunicou que uma nova manifestação será marcada para os próximos dias.

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