Veja “Boca Campeón 2016/17 – 20/6/2017” 

Boca Campeon

Cristiano Ronaldo pretende deixar Espanha 

Do http://m.abola.pt/

Cristiano Ronaldo prepara o anúncio da maior das bombas deste verão: o craque português, maior jogador da história, não quer continuar em Espanha e por isso procurará deixar o campeonato espanhol já no próximo mês.

Soube A BOLA de fonte segura que, apesar da profunda paixão do jogador pelo Real, a decisão de Ronaldo está tomada e o jogador quer sair de Espanha logo após o curto período de férias que se seguir à Taça das Confederações. 

Isto porque CR7 está profundamente desiludido com toda a situação levantada no país pelas autoridades tributárias e considera-se, segundo as mesmas fontes, «vítima de perseguição». 

Capa do dia – Ronaldo quer abandonar Espanha

Ceni podia esperar um pouco mais

A chamada no Diário Marca em um espaço dedicado ao Real Madrid é cheia de esperança – Raúl vuelve al Real Madrid para ser el Nuevo Zidane-  o ex- chutador  Raúl Gonzalez irá voltar ao clube Branco em 3 de julho , iniciando um etapa nova na sua vida de desportista . E isso de imediato me fez lembrar do São Paulo-Morumbi, da Barra Funda e de Rogério Ceni. 

Independente dos anos de casa, Ceni deveria ter feito esse caminho humilde ,que Raúl irá encarar. Podia bem mirar o exemplo de Zidane, seu contemporâneo. Zidane passou duas temporadas no Real, tendo estado em diferentes departamentos. Lembram que ele esteve ao lado de Mourinho? Pois é, cumpriu  meia temporada ao lado de Mou.

Penso que Ceni por qualquer que seja o motivo , errou em apressar o passo para estar na beira do relvado. Por mais que Ceni se sentisse apto para pular etapas , ele deveria ver mais de perto o funcionamento da casa das máquinas e com isso o seu desenvolvimento seria melhor.

Faltou aos dirigentes do São Paulo um cuidado maior para com seu grande ídolo. Agora já está . Ceni- São Paulo vivem uma temporada agonizante . Podia ser diferente. 

#entrevista: ‘Muita gente fala sobre futebol sem ter conhecimento’, diz biógrafo de Guardiola


Por Luís Augusto Monaco

No

http://chuteirafc.cartacapital.com.br

Martí Perarnau é um jornalista que viveu uma experiência invejável: durante três anos teve autorização para acompanhar de perto o dia a dia de uma comissão técnica dentro de um dos maiores clubes de futebol do mundo, vendo os treinos, jogos, viajando como integrante da delegação para as partidas e ouvindo as preleções e conversas no vestiário. Ele pôde fazer tudo isso no Bayern de Munique enquanto Pep Guardiola comandou o time.

A imersão rendeu dois livros sobre o treinador. O primeiro, chamado “Confidencial”, descreve a primeira temporada de Guardiola no clube. O técnico sabia desde o princípio que Perarnau faria um livro, e impôs como única condição que antes da publicação ele não contasse ao público nem a outros jornalistas nada do que visse. O segundo, que em espanhol se chamou “A Metamorfose” e, em inglês, “Evolução”, será lançado em breve no Brasil pela editora Grande Área e fala sobre as transformações sofridas pelo treinador ao longo de seus três anos na Alemanha.

Perarnau tem 62 anos e nasceu em Barcelona. Praticou atletismo e se destacou a ponto de representar a Espanha na prova do salto em altura nos Jogos Olímpicos de Moscou/80, mas sua paixão sempre foi o futebol.

Referência no jornalismo esportivo europeu, trabalhou em diversos meios de comunicação e foi diretor do Centro de Imprensa na Olimpíada de Barcelona/92. Hoje dirige a revista digital “Perarnau Magazine”, um espaço para discussões, análises e entrevistas sobre esportes. Com ênfase, claro, no futebol.

Por telefone, Martí Perarnau conversou por quase uma hora com o Chuteira FC. Falou sobre os livros, o trabalho de Guardiola, sua relação com o futebol brasileiro, Messi, Neymar, jornalismo… Acompanhe a seguir:

O título em espanhol do seu segundo livro sobre Guardiola é “La Metamorfosis”. A experiência de trabalhar três anos na Alemanha dirigindo o Bayern de Munique o mudou tanto assim?
Sim, sem dúvida. Guardiola mudou bastante como pessoa e como treinador. Manteve suas ideias principais, claro, mas aprendeu muitas coisas. Eu comparo a situação à de um jovem de 18 anos que deixa a casa dos pais e passa dois ou três anos em outro país. Quando ele volta já não é a mesma pessoa, está mais maduro, com uma visão mais ampla sobre algumas coisas. Foi o que aconteceu com Guardiola na Alemanha.
Ele mudou mais como pessoa ou como treinador?

Como pessoa ele aprendeu um idioma complicado, teve de se integrar a uma sociedade muito diferente da sociedade catalã, não tinha amigos nem conhecidos quando chegou a Munique e foi trabalhar num clube que, mesmo sendo excelente, era muito diferente do Barcelona. Ele teve de se adaptar ao modo alemão de fazer as coisas. Hoje é uma pessoa mais madura, conhecedora de outra realidade. Como treinador, teve de aprender uma outra forma de jogar. O futebol alemão, com exceção do Bayern e do Borussia Dortmund, é um vai e volta incessante, uma sucessão de contragolpes. Ele teve de aprender a frear esses contragolpes e a enfrentar um jogo muito mais rápido do que o espanhol.

«É inegável que Guardiola deixou um legado na Alemanha, isso foi reconhecido recentemente até pelo Joachim Löw, o técnico da seleção alemã»

Ele assimilou mais coisas do futebol alemão ou transmitiu ao futebol alemão mais do seu estilo?

As duas coisas ocorreram, mas não sei calcular em qual proporção. Ele conseguiu fazer o Bayern jogar o futebol que queria, e isso foi mais nítido em seu terceiro ano no clube do que no primeiro. Na temporada passada, a primeira do Bayern sem o Pep, ficou claro como era o bom futebol quando ele estava lá e muita gente sentiu falta dele. É inegável que ele deixou um legado na Alemanha, isso foi reconhecido recentemente até pelo Joachim Löw, o técnico da seleção alemã. Ele disse que as ideias do Pep influenciaram muito o futebol alemão, o da seleção inclusive. Mas também é claro que o Pep aprendeu na Alemanha. Para frear os contragolpes ele passou a posicionar os laterais mais por dentro, e descobriu que os homens mais importantes para atacar tinham de ser os extremos, mais do que as combinações pelo meio.

Os críticos de Guardiola dizem que o trabalho dele no Bayern não foi tão bom, e embasam essa opinião no fato de ele não ter ganho a Liga dos Campeões. Ele foi embora frustrado ou satisfeito com o trabalho que fez por lá?

As duas afirmações são verdadeiras. Ele ficou contente com o trabalho e com a experiência pessoal que teve, e frustrado por não ter ganho a Champions. Na temporada passada, Pep voltou a Munique acho que três vezes. Em duas delas eu estava com ele, e pude testemunhar a sua felicidade por ser recebido de maneira tão carinhosa pelas pessoas. Como treinador, ele ficou satisfeito com o nível de jogo atingido pelo time, e é inegável que o Bayern em 2015 e 2016 foi um timaço, mas é claro que gostaria de ter ganho a Champions. Não é correto dizer que ganhar só a Bundesliga é fácil, porque antes de Heynckes e Guardiola o Bayern havia ganho uma vez em cinco anos, e com Ancelotti na temporada passada não foi tão fácil ganhá-la. Guardiola não é um romântico que está no futebol sem se importar com os resultados, é claro que se importa muito. Ele sofreu por ter caído três vezes nas semifinais, sempre diante de espanhóis. Na primeira, para o Real Madrid, ele reconheceu que errou na estratégia. Na segunda, diante do Barcelona, tinha muitos desfalques e isso pesou contra um time que tem o ataque que tem o Barça. E a última, contra o Atlético de Madrid, foi a mais cruel. O time fez tudo certo, jogou muito bem, mas não conseguiu passar. Jantei com ele, sua mulher e seu filho na noite daquela eliminação, e diante de mim havia um homem muito triste.

Para escrever o primeiro livro sobre Guardiola, “Confidencial”, você passou o primeiro ano dele na Alemanha acompanhando os treinos, jogos e viagens do Bayern. E para fazer o segundo?

Foi a mesma coisa, acompanhei de perto o segundo e o terceiro ano dele no Bayern. Não fui a algumas viagens mais longas, como para Moscou e a Ucrânia, e durante o recesso da Bundesliga no fim de ano fiquei em casa. Mas estive bastante presente também nos dois últimos anos.
Esse acesso privilegiado à intimidade do time provocou algum momento de tensão com Guardiola ou outra pessoa ao longo desses três anos?

Nenhum, nem o mais mínimo problema. Digamos que os primeiros meses foram de teste, para eles saberem se podiam confiar em mim, se eu não contaria para ninguém o que estava vendo e ouvindo. Quando se deram conta de que eu era de confiança me abriram ainda mais as portas, o que foi um grande benefício para mim. No início eu era um desconhecido no meio deles, depois todos sabiam quem eu era e o que estava fazendo. Tratei de ser sempre muito discreto, de ficar nas sombras. E todos do corpo técnico, do elenco e da diretoria sempre foram muito amáveis. Quando terminei o livro, dei um exemplar de presente para cada um. E ninguém nunca reclamou do que escrevi.

E como surgiu a ideia de fazer o segundo livro?

Isso só me ocorreu em junho de 2016, quando Guardiola já tinha anunciado que iria para o City. Disse a ele que tinha decidido escrever um livro sobre os três anos na Alemanha e como a experiência havia provocado mudanças nele. Inicialmente ele não gostou da ideia, porque não gosta que escrevam a seu respeito, mas depois a aceitou.

Qual foi para você o saldo desses três anos de convivência tão próxima com um treinador do porte de Guardiola?

Fundamentalmente, me dei conta de que não sabia nada de futebol (risos). Foi uma experiência muito satisfatória e que me ajudou a compreender melhor uma partida de futebol, a analisar os movimentos táticos.

Em seu blog, “The Tactical Room”, há uma frase de um jornalista chamado Ignacio Benedetti que é a seguinte: “Como analisar aquilo que não se conhece?” Você acha que muita gente analisa o futebol sem conhecê-lo a fundo?

Em geral, sim. Isso acontece também em outros esportes, mas no futebol salta mais aos olhos por ser o esporte mais apaixonante e o mais popular. No mundo inteiro as pessoas adoram opinar sobre futebol, o que não significa que tenham conhecimento para isso. Ninguém se atreve a opinar sobre física quântica e a contestar as teorias de Einstein sem ter conhecimento, mas sobre futebol sim. E o futebol, embora possa ser jogado de uma maneira muito simples, é um esporte muito complexo. São 22 jogadores usando a extremidade menos hábil do corpo, que é o pé, num território muito amplo e onde cada ação de qualquer um dos 22 provoca consequências para as duas equipes. Quem tenta fazer o futebol ser visto como um esporte simples não tem noção de sua complexidade.

«No mundo inteiro as pessoas adoram opinar sobre futebol, o que não significa que tenham conhecimento para isso. Ninguém se atreve a opinar sobre física quântica e a contestar as teorias de Einstein sem ter conhecimento, mas sobre futebol sim»
O que os três anos com Guardiola mudaram na sua maneira de ver um jogo de futebol?

Taticamente tenho outra visão, mas continuo tendo minhas carências e limitações para analisar um jogo. Vendo os treinos táticos aprendi muito sobre posicionamento e busca por espaços vazios. E convivendo com os jogadores afastei a ideia de que são super-homens. São pessoas normais, como eu e você, que podem ter um dia ruim em campo e que podem ser afetados por problemas que tenham em casa.

Guardiola e Perarnau no CT do Bayern (Foto: Perarnau Magazine)
Passando agora ao Manchester City: o volante Fernandinho disse que a grande virtude de Guardiola é saber lidar com o vestiário e motivar todos do elenco, mais até do que seus conhecimentos táticos. Você concorda com isso?

Para quem vê de fora, a imagem de Pep que emerge é a do especialista em táticas, do técnico atento a cada detalhe do jogo, capaz de prever o que vai acontecer e a mudar o andamento de uma partida. Mas quem está dentro tem contato com um Pep emocional, sentimental e motivador, com um grande coração. Fernandinho tem contato com esse lado de Guardiola.

Pela primeira vez na carreira o Guardiola fechou uma temporada sem conseguir um título. Que balanço você faz do trabalho dele no Manchester City?

Em termos de resultado não foi bom, é claro. Mas para mim não foi surpresa ele não ter ganho um título. No meu segundo livro, que em breve será lançado no Brasil, eu escrevo que a torcida não deveria esperar o “City de Guardiola” na primeira temporada. Ele encontrou um elenco que não era o dele, com uma idade média alta e teria de se adaptar ao futebol inglês. A equipe foi irregular, com ótimas partidas e outras ruins. E mesmo nas ótimas partidas houve momentos não tão bons. Agora ele está montando o elenco como quer, estão chegando e vão chegar muitos jogadores jovens, e então poderemos ver o seu time. O Bayern foi melhorando a cada ano, e estou convicto de que no City acontecerá o mesmo.

É justo medir o êxito do trabalho de um treinador apenas pelos títulos ganhos?

O técnico é muito importante, mas não ganha nem perde sozinho. Um maestro pode reger a Nona Sinfonia de Beethoven com a Filarmônica de Berlim e com uma orquestra inferior. A música é a mesma, mas a qualidade da execução é outra. Se o violinista desafina, o resultado do trabalho do maestro não é o mesmo. Se Tite tivesse jogadores da República Dominicana, por exemplo, e não os que escolhe quando faz uma convocação, não estaria conseguindo fazer o que está fazendo na Seleção Brasileira. Isso vale para todos os técnicos.
Está em seus planos um terceiro livro sobre Guardiola, abordando a experiência na Inglaterra?
No momento não penso nisso. Tudo é possível, mas por ora não está em meus planos embora eu vá bastante para Manchester e acompanhe o trabalho de Pep. Neste momento estou me dedicando a escrever um livro sobre a evolução da tática no futebol desde 1863 e por isso não posso viajar muito.

Você disse que Guardiola não é um romântico que não se importa com os resultados. Essa discussão “resultado x espetáculo” parece ser eterna. Aqui no Brasil, por exemplo, há os que veneram a Seleção de 82 e os que preferem a de 94 por ter sido campeã mundial.

Bom, pode me colocar do grupo dos que preferem o time de 82. O resultado é importante, claro, mas os times que ficam na minha memória são os que jogam bem. A história do futebol está cheia de grandes times que não foram campeões, e vocês brasileiros sabem bem disso. Aconteceu isso com o Brasil em 50, em 82 e em 86. Também tivemos a Hungria de 54, a Holanda de 74… Não ganharam, mas são equipes inesquecíveis.
«No maldito dia da derrota para a Itália eu estava no Sarriá e chorei junto com os brasileiros, porque gostava muito daquele time. Falcão, Toninho Cerezo, Júnior… Mas os que mais me impressionavam eram Sócrates e Zico, dois fora de série. Como era bom ver aquele time jogar!»
Como é a sua relação com o futebol brasileiro?

É uma relação muito sentimental. Cresci ouvindo falar e vendo imagens de Pelé, Garrincha e outros jogadores fabulosos, e ficava encantado. Minha experiência mais impactante nessa relação foi na Copa de 82, que vi de perto. No maldito dia da derrota para a Itália eu estava no Sarriá e chorei junto com os brasileiros, porque gostava muito daquele time. Falcão, Toninho Cerezo, Júnior… Mas os que mais me impressionavam eram Sócrates e Zico, dois fora de série. Como era bom ver aquele time jogar! Depois vi o Brasil ganhar Mundiais sem ser muito parecido com o Brasil. Em 2002, por exemplo, havia talento suficiente em Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos para que o time jogasse melhor do que jogou. Podemos dizer que os nomes eram mais atraentes do que o jogo. Ganhou de maneira legítima, indiscutível, mas sem encantar. Vi várias tentativas de recuperar o bom jogo que não deram certo, vi o desastre de 2014 e agora com Tite vejo uma equipe que convida ao otimismo. É um time com ideias bastante claras, que joga em harmonia. Não sei se chegará ao título mundial, mas gosto do que vejo.

E Neymar? Poderá tomar as rédeas do Barça quando Messi se aposentar?

Potencial para isso ele tem, o que não é pouca coisa. Ser o sucessor de Messi é algo muito grande. Neymar é um jogador fantástico e pode ser o líder do Barça pós-Messi, mas não se pode ter certeza de que conseguirá. Olhando de fora me parece que na Seleção Brasileira ele conseguiu ser o líder, então esperemos que consiga no Barcelona.

Qual o lugar de Messi na história? Para Guardiola ele é o número um.

É impossível fazer a classificação dos melhores jogadores da história. É uma questão muito subjetiva, depende do gosto de cada um. Não se pode querer fazer a classificação com base em número de gols ou títulos, por exemplo. As circunstâncias variam de época para época, hoje a bola é diferente, os campos são diferentes, a arbitragem é diferente… Uma marcação como a que o italiano Gentile fez sobre Maradona e Zico em 82 ou a do português Coluna sobre Pelé em 66 hoje não são permitidas, graças a Deus. Mas pesando tudo isso, tendo a dizer que para mim também Messi é o número um da história. Pelé, Maradona, Di Stefano e Cruyff foram gigantescos, assim como outros jogadores fabulosos que não costumam ser citados nessa lista, mas Messi vem se mantendo há muito tempo em altíssimo nível, jogo após jogo, com exibições memoráveis.

Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho brilharam no Barcelona. Qual deles é o seu preferido?

Que pergunta difícil! São quatro jogadores fantásticos. Romário e Ronaldo são dois monstros, e ambos chegaram ao Barcelona quando estavam no auge. O gol de Ronaldo em Compostela, em que ele parte do meio do campo driblando todo mundo, e aquele de Romário contra o Real Madrid em que dá o drible “rabo de vaca” no Alkorta não sairão nunca da minha memória. Mas o que tive mais prazer em ver jogar foi Ronaldinho, porque ele mudou a cara do Barcelona. Ele impregnou o Barça com sua alegria. Chegou a um clube deprimido e o transformou num clube alegre.

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«Sendo generosos, chamamos de espetáculo. Se formos críticos, o nome disso é lixo. Jornalismo é que não é. Seria muito bom encontrarmos um nome para dar a essa nova profissão»

Mudando de assunto, vamos falar de jornalismo. O que você pensa da guerra entre a imprensa esportiva de Madri e a de Barcelona? Uma vive dando matérias com a clara intenção de provocar turbulência no time da cidade rival. Isso é um tipo de jornalismo ou não pode ser considerado jornalismo? 

Os jornais esportivos na Espanha, assim como grande parte das rádios e muitos programas de tevê, inclusive os de espaço informativo, tomaram um rumo inequívoco que os distanciam do jornalismo. Por costume nós ainda chamamos isso de jornalismo, mas o produto que fazem não tem nada a ver com jornalismo. É um produto que pode ser classificado de outras maneiras. Sendo generosos, chamamos de espetáculo. Se formos críticos, o nome disso é lixo. Jornalismo é que não é. Seria muito bom encontrarmos um nome para dar a essa nova profissão.

No Brasil há muita gente que diz que os jornais impressos estão condenados a desparecer, e que num futuro breve as pessoas só se informarão pela internet. Você concorda com isso ou crê que os jornais terão vida longa?

É um tipo de pensamento razoável. Mas o fato de que os jornais tenham perdido muita qualidade não significa que a internet seja uma fonte absolutamente confiável de informação. Aliás, eu diria que é bem pouco confiável. E não apenas pelas fake news que abundam hoje em dia, mas principalmente porque de uma década para cá ocorreu algo que causou muito dano à credibilidade dos jornais e do jornalismo: o completo afastamento por parte dos jornalistas da seriedade e da checagem rigorosa dos fatos. Muitos veículos de comunicação demitiram jornalistas e os substituíram por pessoas de outras profissões, e logicamente essas pessoas não aplicam os critérios fundamentais do rigor na informação. Na internet esse rigor não existe de maneira natural ou mágica. Alguém tem de aplicá-lo, mas quem? Os jornalistas, que cada vez têm piores condições de trabalho? Os que não são jornalistas? Acredito que ainda existe um nicho, não muito grande, para o jornalismo feito com rigor. É inegável que há um grande setor que se informará de fontes não confiáveis, mas infelizmente parece que isso não importa muito.
Por fim, uma questão política: você é contra ou a favor do referendo que decidirá se a Catalunha deve se tornar independente da Espanha?

Sou catalão, e totalmente favorável ao referendo. Acho básico em qualquer democracia que as pessoas votem para decidir se querem mudar algo. É assim no prédio em que vivemos, quando os moradores votam para tomar decisões, e é salutar que também seja assim nesse caso. É sempre muito bom poder votar, e espero que muita gente vá as urnas para votar sim ou não. Se sou contra ou a favor da independência não é importante, o que importa é que essa questão seja definida no voto.

Roger Machado : ” Nós nos colocamos nesta situaçao “

Na rabeira do campeonato e sobre forte pressão Roger Machado precisa rapidamente encontrar novos caminhos para o Galo mineiro. Após a derrota no Horto para o Atlético (PR) o torcedor começa  a apontar o dedo na sua direcção… mas será lastimável se Roger Machado for castigado .





“- A gente, que vive do esporte, sabe que não há culpados, mas há responsáveis. O responsável maior pelo contexto é o treinador. Não abro mão de ter a responsabilidade do processo. Sou eu quem faço as escolhas, sou eu quem levo os jogadores para o campo de treino e de jogo. Sou eu quem faço as alterações. Tem a parte técnica e individual do jogador dentro de campo, mas tem a coletiva e tática, que sou eu quem dá. Não é no futebol brasileiro, é no futebol mundial, a responsabilidade é sempre do comandante. No futebol, é natural. Na vitória, tem que dividir com muitos, mas na derrota, arcamos com ela sozinho. E não há problema nenhum. Quando se inicia essa profissão, já se sabe”. 

Dia de Cão : Kleber “Gladiador “Dando Soco ,cotovelada e cusparada ( Coritiba X Bahia)

Cristiano Ronaldo : “Por vezes, a melhor resposta é estar calado”

Por Harold Lisboa 

As acusações de fraude ao Fisco feitas a Cristiano Ronaldo estão a girar o mundo e com isso deixando os dias dos chutadores de bola agitadíssimo. Com essa acusação  o tuga se junta a outros dois nomes importantes da relva no mundo, Messi e Neymar. Também envolvidos com problemas ao fisco. Messi foi condenado, Neymar está no meio de um e agora Cristiano Ronaldo no início.

Os valores envolvidos são assustadores . Grana que muitos de nós humanos normais ,jamais iremos lidar. Eu escutei no trem a conversa entre dois jovens sobre essa bronca e um deles antes de descer? Perguntou ao amigo, pra que isso??

Ao contrário de Messi-Neymar ,Ronaldo escolheu o silêncio sobre tal assunto. Mas o negócio é que não somente O trio de ouro, como qualquer outra estrela esportiva, precisa sim dar explicações. O Neymar do creme facial, o Messi da companhia aérea e o Ronaldo da fita emagrecedora devem respostas ao público consumidor do negócio futebol . Não importando se são mulheres, homens , crianças , velhos… Cristiano Ronaldo erra ao pensar que calar é o melhor remédio. Não basta deixar tudo na mão de uma banca de advogados e ir desfrutar a copa das confederações como se nada houvesse acontecido. Os milhares de adeptos não amam somente as botas mágicas de Cristiano Ronaldo. Amam também o estilo de vida que ele prega em cada marca vendida.

Só para se ter uma ideia da proporção dessa bronca toda., o Real Madrid não está gostando das fotos do craque com a camisola do clube nas reportagens que escondem nas  letras grandes a palavra “FRAUDE” Perceberam?!

Capa do dia – Rafael Nadal