Capa do dia – Cristiano Ronaldo na Juventus

Trabalhadores da FIAT decretam greve após a confirmação da contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus

nternacional português assinou acordo com a Juventus durante quatro épocas.

http://www.cmjornal.pt/

Depois dos protestos da semana passada, por causa dos rumores que apontavam para a contratação de Cristiano Ronaldo por parte da Juventus, os trabalhadores da FIAT avançaram mesmo para a greve, isto um dia depois de o avançado português ter mesmo sido confirmado como reforço da Vecchia Signora, numa transferência feita nos 100 milhões de euros.

“É inaceitável que, enquanto os trabalhadores da FCA e da CNHI continuam a fazer enormes sacríficios económicos, a empresa decida gastar milhões de euros na compra de um jogador. Dizem-nos que os tempos são difíceis, que temos de recorrer a redes de segurança social, que temos de esperar pelo lançamento de novos modelos que nunca chegam… E enquantos trabalhadores e as suas famílias têm de apertar os cintos cada vez mais, a empresa decide investir imenso dinheiro apenas num ser humano”, pode ler-se no comunicado emitido pela Unione Sindacale di Base.

“É justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias não conseguem sequer chegar ao meio do mês? Somos todos empregados do mesmo dono, mas a diferença de tratamento não pode ser aceite. Os trabalhadores da FIAT deram à empresa uma fortuna nas últimas três gerações, mas em troca recebem apenas uma vida de miséria. A empresa deve investir em carros que garantam o futuro de milhares de pessoas, em vez de enriquecer apenas uma. Esse deve ser o objetivo, uma companhia que coloca os interesses dos seus empregados em primeiro lugar. Se não for assim, então é porque preferem o mundo do futebol, do entretenimento e tudo o resto. Pelas razões descritas acima, a Unione Sindacale di Base declara uma grave da fábrica de Melfi da FCA, entre as 22 horas de domingo (15 de julho) e as 18 horas de terça-feira (17 de julho)”, acrescenta a mesma nota.

O humor indestrutível dos brasileiros

Por Philipp Lichterbeck

dw.com

Escrevi nesta coluna alguns textos muito críticos sobre a situação do Brasil. A maioria dos leitores concordava com a condenação. Mesmo assim, também sentia o desconforto com o fato de um julgamento tão severo sobre o país vir logo de um estrangeiro. E, com cada vez mais frequência, ouço a pergunta: não tem nada que você goste no Brasil, por que você vive aqui?

Por isso, hoje quero falar sobre uma das características mais adoráveis dos brasileiros: o humor indestrutível. Além da incrível musicalidade, ele é o que eu mais admiro. Tenho a impressão de que os brasileiros – se é que posso generalizar assim – têm uma grande facilidade de rir. De certa maneira, eles são a imagem antagônica ao clichê do alemão sério.

Foi justamente durante o jogo do Brasil contra a Bélgica na Copa do Mundo que tive a ideia de escrever sobre isso. Ao meu lado, estavam sentadas duas senhoras que deviam ter uns 65 anos. Elas comentavam a partida de forma vivaz e, a cada ataque dos belgas, pediam aos risos que os “gigantes vermelhos” fossem derrubados. Quando o jogo acabou e o Brasil foi eliminado, uma das duas falou: “Agora vamos buscar o hexa no Catar. Nosso time vai amadurecer e ficar ainda melhor”. A outra respondeu: “Igual à gente”. As duas deram risada.

Testemunhei o mesmo tipo de descontração na rua. Não se ouviam xingamentos agressivos como na Alemanha, depois da eliminação. Em vez disso, as pessoas estavam preocupadas em mostrar os primeiros memes que iam aparecendo nas mensagens de celular, a exemplo da bandeira alemã redesenhada como bandeira belga: “A inimiga não foi embora. Ela está disfarçada”.

A velocidade com que se inventam piadas no Brasil sempre volta a me deixar pasmado. É algo que já tinha chamado minha atenção durante o 7 a 1. No intervalo, as pessoas já diziam que nem a Volkswagen conseguia fazer cinco gols em 45 minutos.

Se o Brasil passa por uma crise – e, nos últimos anos, elas foram abundantes – pode-se ter certeza de que alguém vai começar a tirar um sarro da situação. E o humor, que frequentemente consiste no exagero e no cruzamento de coisas que não têm nada a ver umas com as outras, é o que mais se aproxima da descrição de uma realidade que costuma ser absurda. Ele torna o insuportável mais suportável.

Foi assim durante os protestos de 2013 (“Odeio bala de borracha, joga um Halls”). E voltou a acontecer no último fim de semana, durante o cabo de guerra jurídico envolvendo a soltura de Lula (“Justiça brasileira recorre ao árbitro de vídeo para julgar o caso Lula”). Especialmente em momentos de crise e de dor, as fábricas de memes brasileiras trabalham a todo vapor. O humor nasce da necessidade.

Essa criatividade espontânea também existe no âmbito pessoal. Recentemente, por exemplo, ouvi um homem conversando ao telefone na rua. Ele estava brigando com a outra pessoa, até que falou: “Você plantou pimenta. Não vai colher morango, não.”

Do mesmo jeito o Neymar que caía demais nos jogos da Seleção já virou verbo na fala popular. Num bar eu ouvi um homem falar: “Vou beber até Neymar”. E o nome do ministro Gilmar Mendes, na linguagem popular, agora é sinónimo de “soltar”. Ele virou o “Soltador-Geral da República”.

Como alemão, é claro que admiro o jeito criativo com que os brasileiros lidam com situações difíceis. É que, enquanto as pessoas na Alemanha tendem a problematizar muitas coisas e mergulhar na angústia, os brasileiros, muitas vezes, riem da própria condição. Eles conseguem – bem diferente dos alemães – rir de si mesmos e da situação do país.

Naturalmente, isso tem relação com o fato de que não parece ter alternativa. Como viver num país no qual os ricos são os ladrões, e os pobres, os roubados? Como brasileiro, é preciso olhar para frente com esperança porque o presente não costuma ser motivo de alegria. Da tragédia de viver num país que sempre fica abaixo das próprias expectativas nasce a comédia. O riso como libertação.

Com frequência, a origem do riso brasileiro é datada nos tempos da escravidão. Os escravos eram obrigados a se apresentarem bem-humorados na Casa Grande. Depois, rir sobre a tristeza continuou no samba. Já é possível encontrar essa atitude em Pelo Telefone, o primeiro samba, que já tem 102 anos. O peru me disse/Se o morcego visse/Não fazer tolice/Que eu então saísse/Dessa esquisitice/De disse-não-disse.

E, também na literatura, há exemplos suficientes. Estou lendo o maravilhoso épico Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Além da fantasia sem fronteiras do autor, admiro seu tom subjacente levemente irônico. Paradoxalmente, o livro trata do violento surgimento do Brasil.

Porém, mesmo com todos os elogios à leveza brasileira, é preciso dizer que nem todo humorista autodenominado é engraçado. Quem faz gozação sobre os mais fracos, ou brinca com o ressentimento em relação a minorias, não tem humor no coração, mas ódio. Figuras como Danilo Gentile não entenderam a natureza do humor, que, desde seu surgimento, sempre serviu para que aqueles que não tinham poder rissem dos poderosos.

E, portanto, não é à toa que o presidente brasileiro seja um objeto tão apreciado de zombaria e escárnio. Parece ser um esporte nacional fazer piada dele. “Michel: Marcela, onde vamos jantar? – Marcela: Fora, Temer!

Com seu humor espontâneo, os brasileiros são para a América Latina o que os ingleses são para a Europa com seu humor negro. Eles me lembram um pouco o Cristo no filme A vida de Brian, da trupe satírica Monty Python. Crucificado, ele canta: “Sempre enxergue o lado bom da vida.”

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Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio.

A seleção dos filhos sem pai

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BREILLER PIRES

São Paulo 26 JUN 2018 – 10:39 BRT

Ao marcar gols, Gabriel Jesus faz o sinal de um telefone com a mão e o dedo polegar grudado na orelha. A comemoração conhecida como “Alô, mãe” é uma homenagem a Vera Lúcia, a mulher que, sozinha, o criou juntamente com os três irmãos. “Ela sempre foi pai e mãe”, costuma dizer o camisa 9, que integra o grupo de seis dos 11 titulares da seleção (Miranda, Thiago Silva, Marcelo, Casemiro e Paulinho) na Copa do Mundo que cresceram sem o suporte do pai biológico. Uma realidade comum no país do futebol. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, sendo que, “em um elevado patamar de famílias” – cerca de 12 milhões –, elas não têm cônjuges para ajudar na criação dos filhos.

Por que amávamos tanto o Brasil

Como conclusão dos dados analisados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o estudo avalia que esse panorama agrava “o risco de vulnerabilidade social, já que a renda média das mulheres, especialmente a das mulheres negras, continua bastante inferior não só à dos homens, como à das mulheres brancas”. Porém, Dona Vera, abandonada pelo marido, que foi viver com outra mulher antes mesmo de Jesus nascer, nunca deixou nada faltar ao caçula. “Quando ia aos jogos e via meus amigos, sentia inveja por não ter um pai presente. Mas, do jeito que minha mãe me criou, eu logo esquecia que tinha pai”, contou o atacante em depoimento ao The Players’ Tribune.

O enredo familiar de Jesus é semelhante ao de Paulinho, seu companheiro de seleção e jogador do Barcelona. O volante leva o mesmo nome do pai, José Paulo Bezerra Maciel, mas raramente o encontra. Da última vez, ainda atuava pelo Corinthians, quando o time enfrentou o Náutico no estádio dos Aflitos, no Recife, em 2012. José Paulo estava na arquibancada e ganhou de presente a camisa que o volante usou na partida. Descendente de índios xukurus de Pesqueira, cidade do interior pernambucano, o pai se separou da mãe, Erica Lima, logo depois do nascimento de Paulinho. O contato com os dois filhos era raro – e praticamente se restringiu a breves telefonemas desde que o então aspirante a jogador de futebol tinha 13 anos, época em que o pai deixou São Paulo para retornar de vez a Pesqueira, onde hoje trabalha como feirante.

No Corinthians, Paulinho, que chegou a largar o futebol após sofrer racismo e calote em sua primeira passagem pela Europa, mas foi convencido pela mãe a não desistir, dividia o dilema da ausência paterna com Cássio. Terceiro goleiro da seleção na Copa, ele nunca conheceu o pai, que, segundo familiares, teria desaparecido e se mudado para o Mato Grosso assim que soube da gravidez da mãe, Maria de Lourdes. Programas de televisão chegaram a procurá-lo com o intuito de promover um encontro, mas o goleiro sempre rechaçou a possibilidade. “Não quero mexer com isso. Passou muito tempo já”, disse, em entrevista à Placar. “Minha infância foi difícil. Quando precisei do meu pai, ele não estava presente. Não sei quais as circunstâncias ou por que ele não quis me registrar, as pessoas erram. Mas é passado. Para mim, isso é assunto encerrado.”

Assim como Paulinho, que foi criado desde os três meses de idade pelo padrasto, Cássio teve o apoio do tio, João Carlos Kojak, a quem ele ajudava em um lava-jato de Veranópolis. “Mais importante que o suporte paterno, é o suporte de valores”, observa a psicóloga do esporte Suzy Fleury, que já integrou a comissão técnica da seleção brasileira. “Muitas vezes, a mãe ou outra pessoa, como o padrasto, tio e até mesmo um treinador, consegue assumir as funções de acolhimento que caberiam ao pai biológico. Por isso há várias histórias em que a ausência paterna não impede um jogador de alcançar o sucesso no futebol.”

É o caso do lateral Marcelo, titular de Tite e do Real Madrid. Seus pais se separaram muito cedo. Aos quatro anos, ele passou a viver com os avós maternos. O avô Pedro assumiu o papel de pai. Além de prover o sustento da casa, levava o garoto aos treinos no Fluminense e comparecia a todos os seus jogos. “Ele praticamente deu a vida por um moleque de 13, 14 anos, sem saber se eu viraria jogador”, contou Marcelo em seu canal no YouTube. Pedro morreu em 2014, às vésperas da Copa no Brasil. “Meu avô foi pai e mãe, por tudo que fez por mim.”

Os zagueiros da seleção também cresceram sem pai. Miranda perdeu o dele aos 11 anos. Maria, a mãe, tinha outros 11 filhos para sustentar quando ficou viúva. Já Thiago Silva, com cinco anos, perdeu o pai para o mundo. Nunca mais o viu depois que ele se separou de sua mãe. Quando estava grávida do zagueiro, Angela cogitou fazer um aborto por não ter condições de criar mais um filho – ela já tinha dois. Foi convencida pela família a mudar de ideia, levou a gestação até o fim, mas o casamento ruiu na medida em que brotavam dificuldades financeiras em casa. Se casou novamente com Valdomiro, que cuidou de Thiago Silva como se fosse filho. Tanto que o zagueiro não escondeu a emoção ao lamentar sua morte, em outubro de 2014. “Se cheguei onde eu cheguei na minha carreira, foi graças a você. O senhor que foi meu pai, amigo, parceiro, é meu super-herói. Em todos os momentos em que eu precisava, lá estava você pra me socorrer.”

Para Casemiro, a separação do pai aconteceu ainda mais cedo, aos três anos. Cresceu com a mãe Magda e os dois irmãos em uma casa pobre de São José dos Campos, mas contou com o incentivo de Nilton Moreira, treinador de uma escolinha de futebol na cidade, para deslanchar no futebol. Por sua vez, Taison, reserva da seleção, logo teve de ir à labuta para ajudar a garantir comida na mesa para ele e os 10 irmãos no bairro Navegantes, em Pelotas. O pai, entregue ao alcoolismo, separou-se de Rosângela, que dependia de doações de uma igreja para não deixar os filhos passarem fome. “Tudo que eu tenho hoje é por causa dela”, afirmou Taison ao Jornal Nacional. Antes de virar jogador do Inter de Porto Alegre, o meia-atacante trabalhou como flanelinha, pintor e auxiliar de pedreiro. Não titubeou, logo na primeira entrevista antes da Copa, ao rebater críticas à sua convocação. “Sou uma pessoa batalhadora. Não cheguei à seleção por acaso.”

O time dos pais presentes

A seleção brasileira também tem jogadores bastante identificados com a figura paterna. Fagner, por exemplo, foi criado pelo pai depois que ele se separou de sua mãe, com quem o lateral-direito quase não teve contato. Além do pai, Zé Carlos, o meia Philippe Coutinho era apoiado pelos irmãos mais velhos, Leandro e Cristiano. Já Willian conta com a inseparável companhia de Severino da Silva, que sempre interveio em assuntos internos do Corinthians na época que o filho integrava as categorias de base, incluindo o episódio em que exigiu punição a um treinador acusado de abusar sexualmente de garotos no clube.

“O núcleo familiar é muito importante para a formação da personalidade. E, nesse sentido, a ausência paterna pode deixar enormes lacunas no desenvolvimento psicológico de um atleta”, explica o psicólogo do esporte, João Ricardo Cozac. “Por outro lado, o excesso de influência do pai limita o autoconhecimento e gera uma certa dependência por parte do filho. É preciso buscar um meio-termo, para que não haja nem extrema ausência nem extrema presença.”

Neymar Junior, craque da seleção, que herdou o nome do pai, talvez seja o exemplo mais conhecido de ascendência paterna no futebol brasileiro, já que Neymar também é o responsável por gerenciar as finanças do filho desde os tempos em que ele ainda era uma promessa na base do Santos. Mas, para Reginaldo Fino, um dos primeiros treinadores do camisa 10 brasileiro, a influência do pai foi um diferencial para que ele se tornasse um jogador bem-sucedido. “Neymar sempre teve confiança e tranquilidade para jogar, porque sabia que, fora do campo, seu pai cuidava de tudo.”

Capa do dia – Viva o VAR!

Até os fumamos !

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Entrámos no sétimo dia do Mundial da Rússia. Podemos dizer que, quem também tem ficado aquém do esperado, além do Brasil, da Alemanha e da Argentina, é o Estado Islâmico. Até agora, felizmente, zero.

Os russos têm tudo bem controlado. Escrevo enquanto vejo o Rússia-Egito. É impressionante, os russos são mais rápidos que o Eliseu de moto. Só podem estar dopados. Se fosse preciso uma prova, basta ver que na seleção russa até o brasileiro (Mário Fernandes) corre. Estive a contar os jogadores e acho que a Rússia está a jogar com 12. Ninguém tem coragem de dizer nada por causa do Putin, e aposto que, neste momento, os russos já envenenaram o Gatorade dos pobres coitados egípcios.

Mas hoje é dia do tão esperado Portugal-Marrocos. Segundo sei, para este jogo foram vendidos bilhetes falsificados que eram feitos de louro prensado. A diferença entre as adeptas portuguesas e as adeptas de Marrocos é que as primeiras gritam para os jogadores: “faz-me um filho”, e as de Marrocos: “faz-me um filtro”…

Pronto, agora que já estão feitas as tão esperadas piadas, e trocadilhos, que associam o nosso próximo adversário ao uso e tráfico de canábis, vamos ao que interessa.

Um jogo às 13 horas significa que os portugueses, com excepção do Pacheco Pereira, vão todos chegar atrasados ao emprego a seguir à hora do almoço. Mais valia o Governo ter dado a tarde. Será sempre uma tarde muito pouco produtiva. Ou estamos bêbedos porque Portugal ganhou, ou estamos muito bêbedos porque Portugal perdeu ou estamos sóbrios mas extremamente deprimidos porque voltámos a empatar e já não se aguenta. Bem sei que vencer um jogo pode dar azar mas acho que, desta vez, podíamos arriscar.

Não vai ser fácil. Marrocos é uma seleção experiente, com jogadores da Juventus, do Real Madrid e do Ajax e nós vamos jogar com um guarda-redes de uma equipa que subiu este ano à primeira divisão inglesa. Assusta um bocadinho.

Seja como for, acredito na vitória da nossa brava seleção. Ronaldo está habituado a andar com marroquinos ao colo mas hoje não é dia para isso, temos de ir para cima deles e esmagar. Até os fumamos! Força, Portugal!

ARGUMENTISTA

João Quadros

20 DE JUNHO DE 2018 às 12:08

Cônsul diz que há 49 crianças brasileiras em abrigos separadas dos pais nos EUA

Gislene Nogueira – Agência Brasil

Quarenta e nove crianças brasileiras estão em abrigos e foram separadas dos pais ao ingressarem ilegalmente nos Estados Unidos. A informação é do cônsul-geral adjunto do Brasil, em Houston, Felipe Santarosa, que concedeu entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo ele, os dados foram repassados pelo governo dos Estados Unidos, mas não há detalhes acerca da idade das crianças nem da cidade em que estão abrigadas.

O comunicado do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS da sigla em inglês) informa apenas o nome do abrigo, sem especificar o endereço. A triagem para saber a nacionalidade da criança foi feita pelo governo norte-americano.

“O problema dessa comunicação é que simplesmente apresenta uma tabela com o nome da instituição onde está o menor, não dá nem nome da criança. Eu tenho essa informação muito geral, recebida de um oficial do DHS”.

O trabalho dos diplomatas brasileiros será pesquisar onde estão essas instituições e fazer contato com os abrigos. Para Santarosa, será um trabalho difícil por falta de informações precisas.

O cônsul informou que inicialmente tinha conhecimento de 8 casos de crianças em abrigos e que essas informações chegaram por meio do contato de pessoas com o serviço de apoio a brasileiros no exterior. Ele acrescentou que recebeu hoje (20) a informação de mais uma criança na mesma situação. Todos os 9 casos foram comunicados à autoridade brasileira por parentes.

Santarosa disse que a preocupação inicial é colocar as famílias em contato. O trabalho será localizar as crianças, visitá-las e verificar as condições em que estão. Depois, o intuito é estabelecer contato com as famílias. Ele esclareceu que o governo não pode interferir na questão judicial dos Estados Unidos.

“O governo brasileiro não tem como pedir a libertação [dos pais e das crianças que imigraram ilegalmente para os Estados Unidos]. É como se você imaginasse que o governo norte-americano chegasse no Brasil e pedisse para soltar um preso norte-americano, não dá”, esclarece.

Ele contou o caso de uma mãe presa que não sabia onde estavam os filhos.

“A gente entrou em contato com a mãe, informou que os filhos estavam detidos. Ela nem sabia, ela tinha sido separada deles na chegada, na fronteira, e ela não sabia como eles estavam. Então demos a notícia a ela de que eles estavam bem. E conseguimos fazer um telefonema [entre mãe e filhos] e ficou acertado com o abrigo das crianças e a prisão da mãe de que eles se falarão uma vez por semana.”

Santarosa completou que os brasileiros em situação semelhante devem contatar o serviço de assistência consular do Itamaraty.

A separação de famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México é resultado da política de “tolerância zero”, adotada pela administração Donald Trump. Os imigrantes ilegais, mesmo quem procura asilo, são presos e respondem por crime federal. Em seis semanas, mais de 2 mil crianças foram separadas dos pais e levadas para abrigos.

Sergio Ramos: “En Argentina saben que Maradona está a años luz del mejor jugador argentino de la historia, Messi”

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El madridista echó flores al ‘10’ azulgrana para replicar al ‘Pelusa’ que antes había negado que el central fuera un crack

Sergio Ramos ha contestado este miércoles a Diego Armando Maradona, que cuestionó el liderazgo del madridista y que sea un ‘crack’. Sergio le envió un mensaje al ‘Pelusa’, recordándole quien es el mejor futbolista argentino de la historia y de paso, lanzó flores al crack de su eterno rival, Leo Messi.

“En Argentina saben que Maradona está a años luz del mejor jugador argentino de la historia, que para mí es Leo Messi”, dijo Ramos.

Recordar que Maradona apuntó en la víspera que “cuando se habla de cracks, se dice que Ramos es un crack. Y no. Un crack es Godín, que te defiende, te manda, te hace un gol”.

Capa do dia – Tampoco Ganaron

Capa do dia – Messi